Balenciaga Striped Long Sleeved T-Shirt OFFICIALLY MINE :)
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favor seguirem meu novo tumblr skinnyadib.tumblr.com ):
(o sad smiley é porque meu tumblr não é um lugar feliz)
Eu tentei ao maximo ser feliz, realmente tentei. Hoje vejo que a felicidade não existe, que o bem-estar é uma miragem gloriosa no meio do nada. Passei dias deitado em minha cama, uma carcaça que persistia em respirar apesar de todos meus esforços para assassina-la. Meu interior moribundo, tentei matar pela inanição (e dizem que o peixe morre pela boca)… é tudo em vão. A gente corre atrás de um ideal e passa a vida inteira esticando o braço, como se tudo estivesse à um palmo de distância, um esforço, isso tudo, tudo para um dia simplesmente acordar e ver que não adianta, que é apenas o reflexo de muita idealização.
Então a gente tenta preencher o vazio, da maneira que for. A gente tenta alimentar a alma com conhecimento e vê que isso não adianta. A gente tenta encontrar um outro alguém para completar nossa existência, sem perceber que estamos apenas transferindo nossas necessidades; vivendo em um estado de codependencia que quando acaba nos deixa pior do que quando éramos sozinhos. Vil simbiose, a troca de nossa podridão pessoal pela de um outro qualquer… Restar em sursis por alguns meses, anos ou o que seja, para depois sofrer a queda. A queda que nos deixa estatelados no chão e que nos mostra que tudo o que fazemos é correr em círculos.
Viver é uma arte. Não se trata de satisfação pessoal — se trata de construir uma imagem. Eu sempre fui bom com a estética… Consegui construir um exterior perfeito, uma criança cuja felicidade era inquestionavel. Uma criança afetiva e auto-confiante, com o universo conspirando à seu favor. Um menino de nove anos que na época já compreendia Baudelaire e, merda, toda aquela geração de poetas malditos que escreviam sobre o mal-estar e a medula espinhal apodrecida do mundo.
Passei minhas virtudes de mão em mão, acordei em casas que desconhecia, atirei meu corpo nas camas que apareceram ao longo do caminho, como um casaco velho. Usei todas as drogas que passaram por mim, o menor comprimido era suficiente para meu bel-prazer. Gastei milhares de euros em roupas que eu nunca usei, sapatos que estraguei, relógios que já perdi…
Assim como Pigmaleão e muitos outros antes de mim, eu construi uma estátua para depois destrui-la — e então me apaixonar pelos destroços.
Eu arquitetei um final lento; uma curta e dolorosa existência que cessaria conforme a minha vontade. Ledo engano, ela nunca foi interrompida. Os tempos foram passando e minha situação apenas se agravando. Da bulimia para a anorexia para a esquizofrenia para a dependencia para só então definhar…
Em uma noite fria de maio a lua brilhava de uma maneira diferente e então eu descobri que era apenas o Prozac.
Eu acordo em meio a completa escuridão, o torpor remanescente de uma noite regada à excessos ainda palpável. Me levanto lentamente, tentativa falha, apenas para tombar violentamente nos lençóis de fio egípcio Frette e uma colcha Missoni levianamente espalhada pelo colchão. Eu encaro o espelho estratégicamente colocado ao lado de minha cama, de maneira que consigo visualizar meu reflexo espectral: Minhas faces macilentas estão brancas demais, como às daquele que não come a dias; minhas pupilas dilatadas refletem o infinito — meu olhar é vazio — e, como se para justificar tudo, um filete de sangue escorre de minha narina esquerda, pingando na seda D&G de minha camisa.
Meu coração bate irregularmente, brincando entre uma sucessão de batidas ora demasiadamente lentas, ora rápidas demais; seu ritmo imprevisivel flertando com minha sede pela morte.
Eu não consigo pensar. Sou abatido pelo silêncio e em minha cama permaneço em estado catatônico. De repente, um surto esquizofrênico: o não saber onde estou acompanhado de um vago esquecimento da própria-identidade. Me ponho a chorar. Um pranto incoerente que urra os dissabores dessa vida superficial que eu optei por tocar. Que grita contra toda a injustiça depositada sobre meus frágeis ombros de ex-criança delicada. Nem minhas lágrimas são justificadas — não sinto nada.
Tento mais uma vez me levantar, dessa vez com sucesso, uma vez que meus pés continuam no chão e eu me sinto bem relevando a leve vertigem anêmica que já é considerada meu estado normal. Visto meu robe de cashmere Prada e caminho cautelosamente até a cozinha, isso, isso apenas para me aperceber do fato de que não sinto fome em absoluto. O estômago vazio é um reflexo do meu âmago, parando para pensar.
São 5h da tarde e eu penso que não é tão tarde, isso apenas para depois ver a data e descobrir que já é segunda e que eu dormi por dois dias seguidos E ONDE ESTÁ TODO MUNDO PORRA? Respiro, respiro respiro toda aquela merda Zen que passa na TV mas nem isso adianta; meu coração imbecil bate estourando a garganta.
Sou acometido por um mal-estar latente, uma espécie de epifania induzida por SNC: Adib, o bostinha de pouco mais de 17 anos que já é viciado em cocaina; Adib, bulimico a cinco anos, anoréxico a três; Adib que ganhou seu primeiro Rolex aos 15 anos e que até hoje não sabe abrir um sorriso verdadeiro para as fotos.
De qualquer maneira, tudo enche o saco.
Eu me troco com uma rapidez que não é do meu feitio e saio do apartamento (ainda vazio) para o Fasano, lembrando que eu tenho um appointment com meus amigos, um café superfaturado em aproximadamente 200% naquela merda do Barreto que na verdade lembra muito o Londra, onde todo mundo fala inglês e todo mundo é muito cool e todo mundo já fodeu com tudo mundo — isso ainda no banheiro da primeira classe de um vôo doméstico para Paris em outubro. De qualquer maneira, todo mundo já está lá, e todo mundo se veste da mesma maneira e todo mundo têm os mesmos Blackberrys e todo mundo só sabe falar de BBMs indecentes e DO QUÃO AWESOME FOI A INAUGURAÇÃO DA KISS N FLY. Eu tento entrar no assunto, mimetismo puro, haja visto que a) eu estou me lixando pras baladas de São Paulo e b) eu já soube de tudo que aconteceu antes mesmo das coisas terem de fato acontecido.
Eu peço um espresso doppio e vejo que sou o único que se destoa nesse grupo deliciosamente futil. Visto um trenchcoat Lanvin e os ultimos sapatos que o Louboutin fez pra homens, de resto, todo mundo usa seus sapatos Prada em preto ou azul e calças Seven direto da California. As meninas alternam as bolsas entre Balenciaga e Goyard mas isso não faz a menor diferença já que todas têm todos os modelos.
L’Avenue. Nove horas da noite, e a Avenue Montaigne está lotada. Ao meu lado estão minhas sacolas Fendi, Dior, e Pucci. Uma libanesa lê o The Guardian usando o ultimo óculos da Cartier, um Ballon Bleu de vinte mil euros no pulso e aquela jaqueta do Valentino que estava esgotada; um grupo de executivos empurram seus Creme Brulee pelo prato; um casal gay conversa em italiano e a garçonete-com-aspirações-a-modelo paquera ninguém menos que Stavros Niarchos.
Avisto Heidi e Dimitri em frente a Nina Ricci e lanço-lhes um olhar colérico. Estão quarenta minutos atrasados e se lixando pra isso. Viro a cara para contemplar a Avenida e ainda espero uns bons dois minutos até alguém me comprimentar. Dimi joga um pino com 2 gramas de cocaína em cima da mesa e abre um sorriso infantil, que oculta suas más intenções.
- Marais?
Eu tiro meus óculos escuros (uma vez que já é de noite e, pra falar a verdade, esse modelo da Louis Vuitton virou cafona depois que a Rihanna começou a usar…) e desvelo meus olhos vermelhos, minhas pupilas dilatadas pelo excesso, as palpebras cansadas por noites mal-dormidas — olhos que revelam a tormenta secular de um pivete com pouco mais de dezessete anos.
- O que aconteceu com você porra, você simplesmente some e se não fosse a Heidi pra te ligar você não dava sinal de vida mas que caralho quando é que você vai entrar nos eixos?
Eu continuo o encarando em silêncio, estou irritado e qualquer faísca de compreensão que eu tivera foi apagada pela raiva.
- Bem. O que acontece, Dimitri, é que na noite passada eu estava na porra da George V — Bruno Bar para ser mais especifico — à espera de um dealer que nunca veio.
- Eu trouxe o pó, não trouxe?
Eu abro um sorriso de desdém e me volto para minhas compras.
- Comprei um sobretudo Dior pra você.
Ele não compreende, estou pouco me fodendo.
- Cadê a Heidi?
- Ela entrou na Nina Ricci… Tinha um casaco separado lá.
- A gente não vai pro Marais, nem Champs, nem nada. Pra falar a verdade eu tô com um pouco de saco cheio de tudo e queria ficar em casa com você… Se você não se importar.
- É claro, meu carro tá no subterraneo, vou lá pegar.
Eu peço a conta assinalando com um gesto para a modelo fracassada, que à traz prontamente.
- Como estava o jantar, senhor?
- Eu não janto — digo sem me virar para ela.
Cento e trinta euros por três drinks e um prato de Macarrons doces demais. Está correto.
Um Cayenne prata pára em frente ao restaurante e eu saio com o coração acelerado. Talvez as coisas possam melhorar. Talvez.
Vocês me demoveram do desejo pela vida, da vontade de continuar prolongando minha existência. Apagaram a solitária faísca de amor-próprio e auto-preservação que eu inutilmente tentei nutrir nesses ultimos meses.
Hoje, minha vida vale pouco mais do que as roupas que eu visto.
Não há mais o que cultivar em mim, agora sou uma carcaça vazia. Me fechei para o mundo e não mais irei persistir em uma luta sem vencendores — a felicidade é um engodo.
Amizades, contatos, saidas, ambições… nada mais me importa. Tampouco me encarregarei de manter uma imagem. Vocês não me verão com a mesma frequencia, nem mesmo irão ter o desprazer de ouvir falar de mim. Suas vidas continuarão sem que eu seja o vedete.
Agora entendo que a minha importância é anulada pelo GRANDE nome Ahmad Aref. Isso foi o que sempre valeu… Ninguém quer um filho doente. Um atestado de fracasso paternal para a sociedade.
Mesmo diante da minha invalidez, da minha grande incompetencia até no quesito escolar; eu não penso em me matar.
Agente não mata o que já está morto.
Não vou dizer que a morte não é tentadora; que um caco de vidro não têm um significado muito maior para mim do que para qualquer outra pessoa; que eu não imagino uma reles faca de cozinha como o instrumento que me libertaria; que qualquer PM de merda que passa pela minha frente, com a arma levianamente pendendo no coldre não têm a minha atenção por completo. Mas tudo isso nunca saiu do plano das idéias. Eu ainda não tive a coragem de dilacerar minha garganta, estraçalhar meus pulsos ou estourar meus miolos.
Do jeito que tenho sorte, provavelmente iria passar o resto da minha vida como um vegetal em algum leito publico.
Finalizando, só quero dizer que vocês conseguiram, em definitivo, me esgotar. Minhas tentativas frustradas de me levantar se tornaram falhas e por uma ultima vez minha vontade de viver foi sincopada. Não tenho mais pelo que sorrir, pelo que lutar, pelo que acordar todos os dias.
Parabens, papai e mamãe. Vocês me tiraram tudo, e só sobrou o rancor que eu levarei comigo através da vida.
Até que eu morra.
Mais uma vez deprimido. Preso em um turbilhão de pensamentos corrosivos, germinam idéias malignas que não mais tento combater. Meus gestos auto-destrutivos são acompanhados da sutil noção de que logo logo isso tudo chegará ao fim. Cada corte, cada comprimido, cada grama, … E o brusco encerramento. Resquiecat in pace.
Um paradoxo. Mania e depressão, o Narcissismo e a dismorfia, o tudo e o nada… Eu não vivo em meios-termos.
O cursinho continua dia após dia; a mesma rotina exaustiva, o mesmo sorriso amarelo dado à esmo para pessoas cujos nomes não sei. Sair pra fumar na surdina; escapar do segurança, aguentar os gritos de meu pai, dia após dia; as mudanças bruscas de humor de minha mãe; as inumeras roupas que eu nunca usei; uma vil centelha de esperança que se apagou.
Estou cansado, meus pulsos abertos, minha carcaça vazia. Vago por entre os demais sem sequer saber se eu aguentarei mais um dia.
ai olia eu tenho recebido muitas reclamassoes utimamente relacionadno a gente gorda e zauada e posso falar olha tipo eu nao do a minima nao serio nao eh que eu nao me importo eu nao soh nao me importo como muito provavelmente estou dormindo com a sua mae entao eh isso sabe se vc eh homem e temk peitinhos marcandona camiseta entao procura a sua moral debaicho dos seus mamilos suados pq aqui na minha frente vc nao tem 10cupa enfim continuando ai eu falei assim olia DA LISSENSSA NAO FALO COM GORDO???????? mais a professora fico tipo puta aff pq eu falei q qeria compra um asiatico pequeno pra maltrata tipo apaga cigarros no menino japones mais enfim era inveja pq ela nao tem dinhero pra comrpa asiaticos duvido q se ela tivesse ela nao ia compra uma farmville de japa mais entao ai eu virei e falei ME DEIXA SER?????? ela fico brava mais tudo se resolveu ne afinal pobre nao tem opiniao ou assim foi dito por aquele cara do jornal entao eu virei pra bru minha amiga e falei nossa imagina q maximo um casaco de urso panda ela falo q horror adib!!!!!! mas aposto q ela tava com inveja pq nao pensou na ideia do casaco de urso panda antes.
ai eu acordei faleiassim olha aqui mae se ligs a deicha d ser idiota sabe tipo eu vo pra faap pra desfila imagine soh a cara despanto dele quando eu falei isso mais eu disse mesmo pq como vcs sabem eu nao sou omisso…. ai eu fui rpo clubefaap ne e ai o giuberto <guardinha> nao me deichou entrar isso me deichou triste vo adimitir um poco soh ai a orientadora dice assim me dice assim: olia adib q coisa feia xegar atrasado + sinsseramente a cupa nao foi minha eh q eu fui fumar um cigtarro nao me deicharao sabe ai eu tive q sair pra fumar mais isso eh um absurdo olia eu acho assimq o serra devia ir se foder mas nao vou comentar sobre isso nessea comunidade sabe ai euvirei pra marines e disse lissenssa ME DA LISSENSSA Q EU TO PASSANDO? ai todo mundo fico muinto em choq sabe tipo nossa aidb vose eh locod fala assim com a velhamarines ela vai te susspender + no estsado q eu tava eu ja tava muinto estressado pq nao tinha bolacha d maizena entao no estado q eu tava nada mais me improtava soh qeria meu mentos d frutas vermelhas e nao tinha no espaco arabe o q me deixou PUTO mais q o cigarro mais ai bateu o cinal e era aula da sarita mais ela tava brava pq acho q robarao o vibrador dela soh sei q elafoi na cordenadora depois e reclamo q tinham um preto alguem roubo o vibrador dela ela fico muinto irritada uma verdadera MERRECA descupem o palavriado mais ai tudo c assertou e eu acabei pegando meu blackbery gracas adeus tudo acabou bem ai agente fui pro infernograus meu cursinio mais euestavfa com sono intao virei pro geildo o seguranca e faleiassim geildo quero guarana zero ai o idiota foi no bar e volto sem nda ai eu falei vc eh idiota cade meu guarana zero ai ele falo q soh tinha kuat e eu entrei na aula mais era geografia e eu nao tinha comido ainda aquela semana entao eua cabei dormimdo e a professora deve te ficado triste mais fodasse ela usa legging marrom entao nao levei os sentimentos dela em considerassao…. voutei pra casa e atropelei umas testemunhas de jeova no caminho mais achoq vai ficar tudo bem pq eu so magro e magro =bonito entao ningeum ia me prender a nao ser q eu estivesse gordoerrado + eu nem tava pq tiop eles eram testemunhas d jeova??????????? enfim vo faser uma enqet pq to nervoso????
devo muda meu nome pra thauanny complikada e perfeitnha no orkut
sim
nao
Estamos eu e Pedro caminhando pela Oscar Freire, ele lança um olhar de irritação e eu sinto que é hora de parar de reclamar das lojas fechadas que impossibilitam as compras. São 21h10 e a gente está adiantado. Peço para pararmos no Ritz e, surpreendentemente, ele aceita.
A caminhada não dura nem dois minutos, de modo que eu sento do lado de fora esperando ser atendido. A hostess fica parada por alguns bons minutos me encarando com uma cara de poucos amigos, o que me irrita quase que instantaneamente. Acendo um cigarro e sopro a fumaça de meu primeiro trago na cara dessa putinha, a atendente, e ela tenta não se descontrolar.
— Já decidiu o que vai querer, senhor? — diz ela entra dentes trincados.
Senhor! Acho muita petulância ela se refererir a mim dessa maneira, uma vez que A) eu sou mais jovem que ela, e B) eu sou um habitue daqui de maneira que eles deveriam ter a minima decencia de saber quem eu sou.
De qualquer maneira, peço um Apple Martini enquanto todos me encaram incrédulos talvez por eu ser menor de idade, talvez por eu estar usando um look quase que total Gucci, who knows. Nisso, Pedro senta ao meu lado e começa a discustir se, sim ou não, ele deve ficar com um qualquer essa noite. Eu finjo que escuto mas para falar a verdade eu não dou a mínima, esse assunto já me cansou e de qualquer maneira eu nunca fui de me intrometer na vida amorosa dos outros. Estou prestes a dar minha resposta monossilabica quando sou surpreendido com o meu Martini sendo servido cuidadosamente (muito cuidadosamente, alias; me pergunto se alguem teve uma conversinha com essa puta sobre uma coisa chamada ‘credenciais’) na minha frente. Sopro mais um trago do meu cigarro e lanço-lhe um sorriso amarelo.
— A conta, tá? — assinalo com um gesto breve.
Ela sorri contra a vontade e adentra o restaurante. De repente eu fico com fome.
— Quero comer.
— Adib, você não vai comer, são 21h13 e nós temos que encontrar o menino as 22h em ponto. E você vai ficar gordo.
Eu tremo antes mesmo que ele termine a frase. Logo não estou mais com fome. Eu pago o Martini (vinte e quatro reais por um suco de maça com algumas gotas de vodka) e nós saimos. Eu então decido que quero um Sparkling Martini do Spot, também. E mais uma vez o Pedro concorda, e eu começo a achar estranho tanta subserviedade, mas talvez ele só esteja sendo gentil.
Eu adentro o restaurante e logo avisto o Renee, o maitre. Peço um lugar no bar, e não, é melhor ele não pedir a porra do meu RG. Por sorte, uma mesa esta chamando, e ele logo sai do meu campo de visão. Me viro para o bartender e peço um Sparkling Martini com mais vodka do que qualquer outra coisa. Pergunto se eles ainda tem o Cointreaupolitan e não, eles não têm, porque isso foi só durante o Fashion Week.
Eu viro meu drink como se fosse um shot, deixando meu amigo exasperado. Ou não, talvez eu esteja bêbado demais.
Pagamos mais uma vez, o Visa brilhando nos olhos da caixa, que sorri mais para o logo Infinite do cartão do que para mim. E então saimos para Paulista, onde eu acendo meu quarto (quarto?) cigarro da noite e esperamos pelo peguete do Pedro. Trago impacientemente meu Marlboro e logo um mendigo se aproxima mandando eu dar a carteira e o celular.
— Não vou te dar minha carteira.
Ele grita algo incoerente, seguido de uma ameaça. Sinto a urgência em sua voz mas ainda assim me recuso a dar minha carteira Gucci, já é meu segundo cartão em um mês e eu já fui roubado semana passada.
— Anda muleque!
Eu não entrego, então ele arranca o celular de mim e sai correndo.
— FILHO DA PUTA! FIIIIIIIILHO DAAA PUTAAAA!
E ele some noite afora.
Não se passam cinco minutos e o Lucas chega, e agente vai para o Sonique — eu já meio alterado.
Pago cinquenta reais logo na entrada, estes, usados como consumação. E já chego pedindo uma caipirinha de Morango. Após tomar metade da caipirinha do Pedro. Logo alguem sugere Tequilas e eu não hesito por um segundo.
— Dois shots de tequila.
E não me lembro de mais nada, além de alguns flashs dispersos de gente se pegando e da musica alta demais. Agente sai para alguma balada, minha visão turva. Eu entorpecido por algo mais além das bebidas e, porra, onde tá a merda do clube? Começo a cantar aquela nova musica da Lady Gaga que é realmente um barato, e o Pedro me corrige, e eu mando ele a merda PORQUE eu canto como eu quiser NÃO SOU OBRIGADO e são 3h da manhã e eu devo ter acordado alguémmasquesefoda e onde TÁ ESSA MERDA.
— Chegamos.
Eu deito em frente ao bar e apago.
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